Nacionalização a bem da nação. Será?

detroit

The realignment of the auto industry described by Barack Obama sounds perilously close to a word no one in his camp wants to say: nationalization

Enquanto as empresas do sector automóvel Japonês e europeu (sobretudo as primeiras) aproveitaram as últimas décadas para investirem em veículos mais eficientes e menos poluentes, os grandes construtores americanos fizeram ouvidos de mercador e não só não quiseram aprender a lição como prosseguiram na aposta em grandes e poluentes sorvedores de combustível. Agora que os tempos não estão de feição e a crise veio debilitar ainda mais a saúde financeira dos 3 grandes de Detroit (Chrysler, GM e Ford), estes viram-se agora para o estado e, aflitos, suplicam: “óh mãe, óh mãe, óh mãe”. Ou melhor: “Obama, Obama, Obama”.   

E, segundo consta, Obama está numa encruzilhada e sente-se tentado a ir em seu auxílio. É que mais do que um pilar no sector económico, a indústria automóvel faz parte da cultura americana. E, se esta falir, são os princípios fundamentais do American way of life, construído ao longo de décadas, que estarão em questão.     

 Mas este auxílio não é pacífico. Hoje no NYT, David E. Sanger, reflecte sobre os riscos que a América corre com esta “nacionalização” dos grandes de Detroit.

 Ele refere, essencialmente, três grandes riscos: em primeiro lugar, o facto de historicamente o estado ter provado ser um péssimo gestor; em segundo lugar aponta para o facto de os contribuintes ficarem a arder se o plano injecção de capital não resolver nada; e, em terceiro lugar, aponta a questão de tal intenção violar um princípio que os americanos andaram a pregar nos últimos 20 anos para que as empresas norte americanas tivessem o mesmo tratamento nos países estrangeiros que têm as locais (ao que parece o auxilio americano não é extensível a marcas estrangeiras, como a Honda, a Toyota ou a BMW, com fábricas nos EUA). (“If Japan was doing this, we’d be threatening billions of dollars in retaliation,” said Jeffrey Garten, a professor at the Yale School of Management, who as under secretary of commerce in the 1990s was one of many government officials who tried in vain to get Detroit prepared for a world of international competition. “In fact, when they did something a lot more subtle, we threatened exactly that,” referring to calls for import restrictions. )

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Uma resposta to “Nacionalização a bem da nação. Será?”

  1. francis Says:

    Eles, a bem ou mal, sempre protegeram bem as suas coisas. Além do emprego e riqueza que gera, também paga muitos lugares politcos.

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