Ode à zOn (of)

cabletv

 

Frequentemente, ao ligar a televisão, surge-me uma mensagem a perguntar-me se quero fazer uma actualização para receber novos canais – previlégio apenas possivel porque em tempos aderi à nova Zon box. Acabo quase sempre por pressionar no botão “ok”, na vã esperança de ver valor acrescentado a um portfolio de canais, na sua larga maioria, desinteressantes. Um destes dias dei-me ao trabalho de fazer zapping por todos eles. Nem sabem como fiquei feliz por saber que a Zon TV Cabo me proporciona o acesso a canais Búlgaros, Ucranianos e Romenos – tudo em regime aberto. Catita, hein?

 

“Então a derrota é este sofá com todas/ estas almofadas acompanhando a curva/ do meu corpo prostrado? Comprei o pacote/ mais caro de canais não tenho calor nem/ frio e brevemente ela não virá tocar-me/ à campainha (o deserto desimpedido/ vê-se desde a varanda até longa distância). //Não dói assim tanto afinal e se excluir/ a infelicidade que deveras sinto/ ser feliz será qualquer coisa de semelhante”

 

António Gregório no poema, “A Derrota” (de “American Scientist”, Quasi, 2007)

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