
O anúncio da Cofidis circula um pouco por todo lado. A promessa é simples:
“Você escolhe o seu ritmo: quanto é que quer receber (escala de 1000€ a 6000€) ; como é que quer pagar (vê-se uma escala que vai progredindo de devagar para depressa)”
Num canto, em letra miúda: TAEG 28,45%
Recordo os mais distraídos que as taxas de juro do Banco Central Europeu nunca ultrapassaram os 5%.
Há uns anitos atrás uma banda de hip hop canadiana, os Dream Warriors, deixavam no ar a pergunta: “who is more fool, who is more fool: the fool of the fool or who follows the fool”.
Setembro 24, 2008 ás 9:37 am |
A ideia que tenho é que a pessoa pede 1.000 euros, é concedido e abrem um crédito muito superior, sem a pessoa saber, que funciona como limite para futuras ofertas directas. Depois à que convencer a vitima a aceitar a injecção faseada da verba. Quando se detecta a impossibilidade de pagar as prestações já é tarde porque ainda só está visivel a ponta o iceberg
Outubro 16, 2008 ás 1:51 am |
Porque que só falam da Cofidis? Tiveram algum crédito recusado e agora estão a dizer mal da mesma? Caso fossem uns consumidores informados a Cofidis empresta dinheiro desde taxas (TAEG) 14,75% (para 20.000 euros) até 28,45% a partir dos 500 euros diminuindo a taxa consoante o aumento do valor do pedido.
Gostaria de lembrar quais as taxas dos cartoes de crédito de vossas excelencias tem na vossa carteira e que alegremente gastam diariamente? É que é melhor verificar antes de falar…
Deixem de ser bacocos, ou velhos dos restelo… como é que hoje todos temos acesso a casa, carros, ferias no estrangeiro, telemoveis, computadores, sabem como era Portugal em 1986 quando entramos para a CEE (na altura) tem memoria curta… o povo tem sempre memoria muito curta… lembrem-se como era viver nessa altura e como se vive agora… a grande diferença é que podemos ter acesso a tudo, não devido ao aumento do poder de compra, mas ao poder de endividamento dos portugueses… queixem se aos politicos…
Quanto a Cofidis, lembrem-se tambem da Cetelem, Credibom, Barclays Finance, Credial, Crediplus, Unibanco, GE Money, Finicrédito, Crediagora, Credifin, etc…
E sejam menos tendenciosos quando falam acerca de uma entidade que da emprego a centenas de pessoas, e que paga os seus impostos a tempo e horas…
A 11 anos no mercado, e com bastantes clientes satisfeitos, mas é impossivel agradar a todos… paciencia!!!
Outubro 16, 2008 ás 2:06 am |
Ja agora para o autor do blog deixo a seguinte mensagem quando indica a TAEG do produto de 28,45% e a compara com a Taxa do BCE, mais uma vez vou esclarecer o porque das coisas é que nada acontece por acaso.
Entao vejamos o seguinte a banca tradicional (CGD, BCP, BES, BPI, etc) podem aceitar depositos das pessoas (normalmente para a conta a ordem e com juro a 0%, bom negocio não é?) e depois emprestam aos mesmos ou a outros particulares a taxas tb muito simpaticas até 26% de TAEG (cartoes de crédito, ou mais conhecido por credito revolving)
A grande diferença da banca tradicional para as financeiras e que para as financeiras emprestarem dinheiro tem de o comprar a banca tradicional a taxas aproximadas definidas pelo BCE, normalmente ligeiramente superior… logo as mesmas estao em desvantagem face a banca tradicional.
Ja agora os produtos que as financeiras normalmente publicitam é credito revolving, o mesmo que o cartao de credito da banca tradicional, mas com mais vantagens.