Dallas Clayton e o seu “An awesome book”
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Lembram-se disto? Pois, mas isso é apenas uma brincadeira comparado com isto…
A gordinha rainha das donas de casa é um bocadinho histérica, mas só alguém como ela conseguiria algo do género

Em Rio Maior, onde nasci e vivi os primeiros 20 anos da minha vida, lembro-me de ter contraído dois vícios. Se hoje é fácil de explicar o primeiro, o snooker e as infindáveis partidas na Cepa ( que me encheram a caderneta de faltas na escola) já o segundo é mais complicado. Como é que alguém pode ter sido agarrado a um bolo de nome pirâmide, ainda hoje me parece difícil de entender. A verdade é que tinha mesmo dificuldade em resistir a um bolo que era feito dos restos de todos os outros. Aquilo sabia-me mesmo bem. Mas não era qualquer pirâmide. Tinha que ser a da Bellaria – a pastelaria local cujo o nome nunca ninguém na terra entendeu a razão. Aquela mistura da cereja cristalizada no topo, conjugada com o chantilly – tipo espuma de barbear -, a cobertura manhosa de chocolate e a massa interior húmida – a tal feita dos restos –, provocavam-me um efeito nas pupilas gustativas que me faziam voltar no dia seguinte. Felizmente não foi necessário recorrer à metadona, nem a nenhum grupo de pirâmides anónimas para deixar o vicio, nem tão pouco me recordo de como deixei o vicio – provavelmente algo de mais interessante deve ter aparecido naquele momento da adolescencia. Mas que ele existiu, tenho que confessar que sim
))
Tudo isto surgiu hoje ao encontrar, por acaso, esta excelente recolha de Fabrico Próprio. Precisamente no dia em que a melhor cozinheira de doces (e não só) do mundo completou 70 anos. Parabéns, mãe Luz.
Este post meio lamechas teve o patrocínio de meia garrafa (para ¾) de Porto Vintage Fonseca, 2007
P.S. e sim, mãe, também confesso: era eu quem roubava os garrafões de Água do Luso lá de casa – e uma vez ou outra, também os dos vizinhos – para ficar com o dinheiro do depósito e assim alimentar o vicio.
Eu até tinha dado o beneficio da dúvida. Mas agora está claro: é gajo!

Tarde quente de Domingo em Lisboa. Da janela ouve-se Heróis do Mar, retirado do baú dos 80 (ou já será,90?). Não é propriamente Jobim, mas soa bem: “Eu cá não sou supersticioso, mas o pai dela dá-me azar. Na sala não, pode ser perigoso vamos para o carro conversar”. Por estas e por outras é que gosto de passear por Lisboa. Como nesta tarde quente de fim de Agosto.

Numa praia da Quinta do Lago uns labregozecos divertem-se a esculpir uma mulher de rabo espetado na areia. Desenham os pormenores mais intimos perante o olhar dos filhos e das suas mulherzinhas cabeleireiras. Uma delas acha graça e prepara-se para fotografar quando o marido, zeloso, deixa o aviso sábio: “não tires muito perto do buraco se não o flash dispara”.
Singularidades de uma tarde de Verão na praia dos ricos.
Um grupinho de meninos certamente entediados com a silly season resolveu escalar a varanda do edificio da Câmara Municipal de Lisboa e trocar a bandeira nacional por uma da monarquia. As imagens não são conclusivas se usavam boina tipo Che Guevara, mas com a cara patusca do tal Duarte de Bragança. Apenas sei que não via nada de tão ousado desde destruição (há 2 anos, nesta mesma altura), no Algarve, de um campo de milho trangénico por um grupinho parecido, mas muito à esquerda. Huu… que meninos tão rabinos.

Palavra mágica. Funciona sempre. O mais incrivel é que tentam-me convencer, nos muitos comentários publicados, que o cromo do meio é que é mesmo a pessoa a ter em conta neste video. Lobby gay a funcionar. Só pode.
A Puma, patrocinador oficial do Sporting, apresentou recentemente este novo modelo. Mensagem dos adeptos a Bettencourt?




Macário Correia nunca iria apovar uma campanha deste bando de fumadores. Deu hoje o 1º episódio e para a semana há mais. Quem não aguentar pode comprar a 1ª série, em DVD. Garanto-vos é viciante (mais aqui)

9 a.m. Refastelo-me na cama da varanda, ainda a digerir o jantar de véspera, e abro uma revista do hotel. “Preferred lifestyle” é o título da publicação e pertence à cadeia de que o hotel é membro. Folheio e na página 14 paro para ler uma curta sobre a exposição de Francis Bacon, na Tate, em Londres. Olho para a página da direita e esboço um sorriso ao ver um anúncio a roupa de cama de uma marca italiana de nome Frette. Os olhos voltam à página da esquerda e fixam-se no sugestivo texto: “Wake up and smell the Kona”. Levanto-me, lavo a cara para acordar definitivamente e resolvo não seguir a sugestão. Hoje quero chá.
Este vídeo ultra mega piegas – cujo hairstyle inspirou a personagem Bruno – é um dos mais vistos no You Tube. No clímax destes breves minutos , de estética entre a série Bonanza e o filme Garganta Funda, vê-se o feliz encontro entre Christian, um leão criado em Londres e levado posteriormente para o Quénia, e os seus progenitores adoptivos, após um longo período de ausência (cheguei a pensar que era um video do lobby gay a favor da adopção). Há pouco a RTP2 passou o documentário. E que nome foi dado ao documentário? “Um Leão chamado Ronaldo”.

Não deixa de ser curioso que alguém que é acusado de actos alegadamente ilícitos, entre as quais o de não ter declarado ao fisco dinheiro transferido para uma conta de um sobrinho, na Suíça, apareça em campanha com um cartaz destes. Ainda não percebi se o cartaz pretende ser irónico ou se é apenas uma gaffe do staff de campanha.
Nota: esta foto foi tirada na passada 4ªF. Dois dias depois, no mesmo dia em que Isaltino voltou a sentar-se no banco dos réus, o cartaz já tinha sido substituído por outro.
Hoje tive que responder a um daqueles questionários um bocado idiotas, onde nos pedem para indicar uma série de coisas de que gostamos. E não é que precisei de pelo menos meia hora para conseguir indicar a minha musica favorita!?
Acabei por confessar que tenho uma certa simpatia pelo diabo …

A Microsoft entra agora na guerra dos browsers com o Bing. Neste artigo do New York Times, o autor admite que em certos casos o bing é efectivamente melhor do que o Google. Até há já quem tenha criado um site onde se podem comparar os resultados das pesquisas nos dois (Bing vs Google.com)
Um pouco de guerra a hegemonia do Google só faz bem ao mundo. Mesmo que venha da Microsoft.
Muito bom!
(thks Ana G.)
“The dreams of the rich, and the dreams of the poor – they never overlap, do they?
See, the poor dream all their lives of getting enough to eat and looking like the rich. And what the rich dream of? Losing weight and looking like the poor” – Aravind Adiga in “The White Tiger”

Não, não vou escrever uma ode a Michael Jackson, nem tão pouco enaltecer os seus dotes musicais. Na verdade, com excepção de um tema ainda do tempo dos Jackson Five, acho a maior parte das suas músicas apenas sofríveis. Apenas queria referir que não deixa de ser irónico que alguém que tanto fez para se conservar eternamente congelado numa juventude alva morra desta forma, aos cinquenta e poucos anos. Está provado: o excesso de oxigénio mata. Oscilo entre o epitáfio, “R.I.P.” (rest in peace) e “Life is a bitch”.
P.S. e não é justo que tenha escolhido o mesmo dia para morrer que Farrah Fawcett, o Anjo de Charlie da minha adolescência
1
Natalie Gilbert é uma adolescente americana que ganhou um concurso que lhe deu direito a cantar o hino nacional, perante uma imensa audiência, num dos jogos mais importantes do ano. Ainda no inicio da sua actuação, acusa a responsabilidade e bloqueia. Num impeto, Maurice Cheeks, lenda da NBA, aparece em seu auxilio, ajuda-a a recompor-se e, com a sua ajuda, Natalie volta a brilhar (aqui)
2
Hoje à tarde em Wimbledon o jogador francês Michael Llodra espalhou-se em cima de uma apanha bolas ao querer chegar a uma bola mais difícil junto à rede (aqui). Apesar do aparato ninguém saiu lesionado naquele momento. Llodra volta para disputar o jogo e, na mudança de campo, em jeito de desculpas, dá um abraço à sua vitima. Alguns instantes mais tarde ressente-se do choque e apesar de várias tentativas para sanar a dor é forçado a abandonar o campo. Tommy Haas, o seu adversário, algo desapontado pelo facto do jogo chegar a um fim tão cedo resolve então convidar uma das outras apanha bolas para jogar um pouco com ele. A miúda porta-se à altura e o público, divertido, rejubila com a sua actuação.


Duas histórias dignificantes envolvendo desportistas profissionais. Pena que de outros só se oiça falar dos milhões que gastaram, das Paris que avançaram e dos estofos Gucci onde se sentaram.

Um dia cansou-se da cidade e fez aquilo que muitos dizem querer fazer: pegou na vida e, junto com os seus, encontrou um espaço onde ela corre devagar. Não conheço o Afonso Cruz para poder dizer que estou certo do que afirmo mas da leitura do seu blog, Oficina a Vapor, depreende-se esse estado de alma. A descrição cerimoniosa sobre a preparação de um absinto (“Rumo ao Absintismo”), o fascínio e a lição sobre as ervas daninhas comestiveis (“Ervas daninhas e outras comidas acessiveis aos pobres”), são alguns dos meus post favoritos. Mas talvez o melhor mesmo sejam algumas das suas “curtas”, ou as frases (nunca) perdidas pelo meio. Como estas:
“A minha casa fica no concelho de Sousel, perto de Almadafe que, por sua vez, fica perto de Casa Branca, encostada àquele fenómeno chamado desertificação do interior”
“Ouvi, hoje, esta frase de Nuno Melo dirigida ao seu Paulo Portas, depois do imponente quinto lugar nas competições europeias: “Esta vitória é sua”. Portas (que quase não se via — estava timidamente atrás do púlpito e do Bloco de Esquerda) chorou, comovido.”
“Nem toda a gente pode ter um aquecimento central. Mas não desesperemos, esta sociedade tudo fará pela Igualdade: viveremos todos com o aquecimento global.”
“Para mim, um sábado, um domingo, um feriado, enfim, um dia em que não se trabalha, é que é um dia útil.”
“Sendo o empirismo, grosso modo, o oposto de racionalismo, poderá um empirista ter razão?”
“A pessoa responsável nunca está. Já a pessoa irresponsável é a primeira a atender o telefone.”(Apoio ao cliente da PT)
e, a melhor de todas:
“Uma pessoa, quando cai em si, magoa-se por dentro.”
(espero que o autor não se irrite por lhe tirar as frases do contexto dos dias nem por me esquecer de referir que a foto também é sua )

badbunny&lollipop
Aqui há uns aninhos fui ver o Brad Melhdau à Culturgest. Lembro-me de no final um dos meus amigos ter-se sentido um pouco defraudado por ter assistido, acima de tudo, a um concerto de virtuosismo, com pouca emoção. Não tendo concordado totalmente, não deixei de lhe dar alguma razão. Pois hoje fiquei feliz quando encontrei este tema pleno de emoção. Ainda por cima, versão de uma das minhas bandas favoritas, os RadioHead .
Por cá a noticia seria mais algo do género: “Jorge Colombo faz (mais) uma capa para a New Yorker”. Por lá a notícia é que a capa de Jorge Colombo foi feita num iphone, através da aplicação Brushes. A história é contada aqui .

P.S. Para quem não se recorda, Jorge Colombo foi o ilustrador de serviço dos primeiros tempos do Independente.
Pronto, não há nada a fazer. Cheguei lá. Aos 40. Big deal, essa história da depressão foi aos 30. Além de que, tirando a memória que me trai de quando em quando, estou aqui fresco que nem uma alforreca. De repente uma mancha neste final de manhã. Preparava-me para um banho num elixir da juventude que a minha amiga Judite me deu ontem (algo com um “AGE FIGHT”) quando reparo numa pequena notinha de rodapé:”recomendado para homens entre os 30 e os 40 anos”. Agora sim, estou deprimido.
Ontem dei por mim a ouvir Fleetwood Mac e a cantarolar as letras(ok foi na Radar e Rumours é um marco). Oh my dog… definitivamente os 40 aproximam-se. Só me falta entrar neles de Sanjo pretas nos pés. Até podem ser umas destas, retocadas.
A foto veio daqui. Lá sabem onde se vendem

Cidades na perspectiva de quem as vive. Spotted by Locals são guias feitos por locais que gostam das suas cidades e que, quando em viagem, querem encontrar lugares e pessoas com as mesmas afinidades. A rede não pára de crescer . A a história é contada aqui